9/20/2010

Sintram e entidades questionam tarifa da Celpa na Justiça

A ação que diminuiu o reajuste da energia elétrica no Pará, impetrada pelo MPF (Ministério Público Federal), baixando a taxa da Rede Celpa de 10,94% para 5,79%, foi apoiada por representação de um grupo de entidades que solicitam a redução da tarifa de energia no Estado - e não apenas do último reajuste - além do ressarcimento dos consumidores que pagaram conta com a taxa de 10,94%, considerada abusiva pela Justiça.

O Sintsep/Pa (Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público Federal do Estado do Pará), o DCE (Diretório Central dos Estudantes) da Unama (Universidade da Amazônia) e o Sintram (Sindicato dos Trabalhadores Rodoviários de Ananindeua e Marituba) entraram com a representação. São as mesmas entidades que, por meio do MP do Estado, conseguiram reduzir a tarifa do transporte público em Belém por dez dias.

De acordo com o MPF, a representação dessas entidades será anexada aos estudos que estão sendo formulados pelo MPF em Brasília, para serem entregues à Justiça. Segundo o advogado autor da representação, Denis Melo, as entidades se baseiam nos estudos preliminares do MPF e nos relatórios do Tribunal de Contas da União, que apontam irregularidades no cálculo da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica).

'Primeiro, os cálculos da Aneel estão sendo feitos com custos que não podem ir para o consumidor. Segundo, o reajuste dos consumidores de alta tensão (10,47%) - que são comércio e indústria -, é menor do que para o consumidor comum, de baixa tensão (10,94%), que tem uma renda menor do que esses setores. Para nós, isso fere os princípios do consumidor', afirma o advogado. (O Liberal 17/09)

9/09/2010

Rodoviários conseguem reajuste de salário, redução da jornada, médico e alimentação

Três mil rodoviários de Ananindeua e Marituba conseguiram a aprovação de reajustes salarial, da clínica e da alimentação, além da redução de jornada do trabalho, de sete horas e vinte minutos para sete horas diárias. O acordo foi fechado entre o Sindicato dos Rodoviários de Ananindeua e Marituba (Sintram) e proprietários das empresas de ônibus desses municípios, ontem de manhã. A homologação da data-base ocorreu no Tribunal Regional de Trabalho (TRT) da 8ª Região, na 1° Vara do Trabalho de Ananindeua.

De acordo com o diretor financeiro do Sintram, Reginaldo Cordeiro, o acordo foi proposto desde a greve dos rodoviários em maio deste ano. Segundo ele, o reajuste salarial foi de 6% para toda a categoria, tendo o salário dos motoristas reajustado de R$ 1.035 para R$ 1.097, e o dos cobradores de R$ 575 para R$ 602. O repasse das empresas de ônibus para atendimento médico aos rodoviários, por meio do Sintram, subiu de R$ 19.000 para R$ 28.000. Além deste reajuste, o Sincato também conseguiu um aumento no valor do vale alimentação dos rodoviários, que de R$ 270 para cada um subiu para R$ 280. Cordeiro disse que todos estes reajustes foram repassados no último maio.

O diretor financeiro da Sindicato dos Rodoviários informou que o prazo de cumprimento para a redução da jornada de trabalho da categoria será cumprido pelas empresas de ônibus a partir da próxima segunda-feira, dia 13. "A redução é uma conquista importante para a categoria, tendo em vista as dificuldades que são impostas aos trabalhadores rodoviários, por conta dos problemas no trânsito da região metropolitana, bem como as consequências que são geradas com o estresse durante o serviço", afirmou o presidente do Sintram, Márcio Amaral.

(O Liberal 09/09/2010)

9/02/2010

Resultados da 2ª rodada da Copa SINTRAM

26/08 A. Lindas 2 x 2 40 Horas City
27/08 PAAR S. Bras 2 x 1 Guajará
27/08 C. Nova UNAMA 2 x 0 Paraense
27/08 Marituba F. Clube 9 x 3 Metropolitana

Resultados da 1ª rodada da Copa SINTRAM

19/08 Guajará 6 x 2 Metropolitana
20/08 Paraense 1 x 2 Marituba F. Clube
20/08 40 Horas City 3 x 2 C. Nova UNAMA
20/08 PAAR S. Bras 2 x 1 A. Lindas

8/20/2010

O Liberal: Rodoviários denunciam pressões feitas por empresas da Grande Belém


Edição de 19/08/2010

AMEAÇAS - Sindicalistas falam que motoristas são obrigados a virar serviço cansados

Funcionários da empresa de transportes coletivos urbanos de Marituba/ Belém Autoviária Paraense Ltda. reivindicam seus direitos, que eles afirmam estarem sendo violados pela empresa. Reginaldo Cordeiro, diretor executivo do Sindicato dos Trabalhadores Rodoviários em Empresas de Transportes de Passageiros nos Municípios de Ananindeua e Marituba (Sintram) Pará, disse que os cobradores e motoristas são obrigados a virar o serviço. O não cumprimento lhes torna alvos de retaliações e até demissão.

"Segunda-feira mesmo um colega foi demitido, porque não conseguiu cumprir as sete horas que a empresa o escalou para fazer no domingo; ele passou mal no final com cinco horas e duas ele não cumpriu. No dia seguinte foi mandado embora", denuncia o sindicalista. Ele conta que a empresa utiliza artifícios de repressão para obrigar os funcionários a cumprir as horas extras. "Eles mudam de turno e transferem se a pessoa se recusar a virar serviço", afirma. Reginaldo diz mais, que as horas não são pagas em folha, e que o trabalho é pago em uma folha à parte não contando assim para o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço.

O representante do Sintram disse que já entrou com recurso no Ministério Público pela terceira vez, mas o órgão ainda não deu deferimento. No texto do documento, Reginaldo reescreveu a frase da proprietária da empresa que ele identifica apenas como D. Michele: "Eu quero ver quem é que vai impedir as viradas na minha empresa, se vocês insistirem eu vou botar a Rotam em cima de vocês; é só eu chamar! E vamos ver quem pode mais". De acordo com a descrição do texto, a frase foi dita em tom de grosseria em reunião, proposta pelo sindicato, com a proprietária, para solucionar o problema.

A equipe de reportagem tentou entrar em contato com a empresa, mas, não obteve êxito.

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SINTRAM na mídia: Ônibus deixam de circular em Marituba e Ananindeua

Sindicato dos Rodoviários denuncia excesso de horas trabalhadas e desrespeito a acordos

Seria efetivamente paralisação se os rodoviários estivessem descumprindo com suas obrigações. Porém, segundo o Sindicato dos Trabalhadores Rodoviários de Ananindeua e Marituba (Sintram), a empresa Autoviária Paraense estaria forçando seus funcionários a virar serviço e desrespeitando acordos trabalhistas. Por conta disso, ontem à tarde, o Sintram barrou a saída dos rodoviários do turno da manhã que iriam virar serviço à tarde, refletindo na diminuição dos número de veículos que atendem as linhas Almir Gabriel / Ver-o-Peso, Almir Gabriel / Presidente Vargas e Marituba / Iguatemi nas ruas. Juntas, as linhas atendem cerca de 40 mil pessoas.

“Os trabalhadores são obrigados a se submeter às vontades da empresa, caso contrário são demitidos. Nesta semana, por exemplo, mais um funcionário foi demitido. Além de virar serviço todo o dia, não recebem hora extra e vivem coagidos pela chefia”, critica o diretor do Sintram, Reginaldo Cordeiro.

PROCURADORIA

Segundo ele, no último dia 2 de agosto foi encaminhado o terceiro ofício para a Procuradoria Regional do Trabalho da 8ª Região, que ainda não teria tomado providências. Por telefone, o MPT informou que o inquérito das denúncias apresentadas pelo sindicato está sendo apurado pela procuradora Cíntia Nazaré Pantoja Leão. O DIÁRIO tentou contato com o gerente Rubens, da empresa Autoviária Paraense, mas o celular estava fora de área. (Diário do Pará)

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Diário do Pará: Nas ruas, a receita para triturar pessoas

Os motoristas de Belém estão à beira de um ataque de nervos. Tanto é que, segundo o Sindicato dos Rodoviários de Belém, somente no ano passado, cerca de 350 profissionais se afastaram de seus postos por estresse. “É praticamente como se todo dia um motorista se afastasse”, diz o vice-presidente do sindicato, Edilberto Robson. Durante o tempo que ficam sem trabalhar, alguns motoristas procuram tratamento, outros têm a carteira retida pela medicação pesada que passam a tomar e ainda há aqueles que nunca mais voltam à direção.

Não precisa pensar muito para descobrir quais os fatores que influenciam no estado emocional desses trabalhadores. Trânsito cada vez mais caótico, assaltos em maior número, mais violência, vandalismos, pressão por parte das empresas pelo cumprimento de horários e, de quebra, o nervosismo dos passageiros, que muitas vezes descontam no motorista o sofrimento pela lotação e longa espera nas paradas de ônibus. O resultado disso? Muitos profissionais acabam não suportando a rotina sacrificante nas ruas.

Com apenas 34 anos, Edvagner Silva já não vê a hora de se aposentar. Há dois anos na profissão, o motorista que opera na linha Guamá-Pátio Belém disse que não consegue dormir à noite, pensando no dia de trabalho que terá no dia seguinte. Em média, a pressão arterial do trabalhador é de 18 por 10, considerada bem acima do normal. “Tudo me estressa e me tira do sério. Ninguém aguenta mais o trânsito dessa cidade. Só não saio dessa vida porque tenho uma filha para sustentar”, desabafa.

Além do estresse no trânsito, o motorista coleciona marcas da violência no corpo e diz ter perdido a conta de quantas vezes já foi assaltado dentro do ônibus em que dirigia. “Já foi com pau, pedra, revólver, faca... Levei um tiro na barriga só porque pedi para o bandido não levar minha habilitação. Quando ouço qualquer barulho fico desesperado, penso logo que é tiro”.

E ele não é único. Dados do Sindicato dos Rodoviários de Belém revelam que, por semana, acontece uma média de 12 a 15 assaltos nos coletivos. Por mês, eles chegam a 48 casos. Por ano, passam dos 500. “Este ano, entre cobradores e motoristas, já perdemos seis companheiros vítimas de assaltos”, contabiliza o vice-presidente do sindicato.

Há duas semanas os rodoviários fizeram um protesto após o assassinato do cobrador da linha 40 Horas-Ver-o-Peso, Alexandre Max. Em manifestação contra a insegurança, muitos cobradores e motoristas paralisaram suas atividades para acompanhar o velório do companheiro. Eles aproveitaram para denunciar o clima de medo e a violência que os atingem diariamente. (Diário do Pará)
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