8/03/2011

Solidariedade: Trabalhador da oposição dos rodoviários sofre atentado no Piauí


O SINTRAM e a Unidos Pra Lutar prestam sua solidariedade e apoiam a luta dos rodoviários de Teresina-PI por uma nova direção para sua entidade. Reproduzimos aqui nota de apoio e matéria veiculada nos meios de comunicação locais sobre o atentado que o dirigente da oposição sofreu. 


Trabalhador da oposição dos rodoviários sofre outro atentado

Seu Portela, cobrador de Ônibus, oposição a atual direção do SINTETRO (Sindicato dos Rodoviários), apoiada e dirigida pelo PT, sofreu mais um atentado. Na madrugada de hoje cinco tiros foram deferidos contra sua casa. Dias antes ele havia recebido uma mensagem de ameaça: "Se cuide, que você vai levar balaço".


A suspeita é que a intenção dos atiradores era matar Seu Portela, mas por sorte, nessa última madrugada ele havia trocado o horário da escala. Os atiradores ainda bateram no portão da casa do trabalhador, mas resolveu não atender. Pouco tempo depois atiraram contra sua casa.

Não podemos afirmar quem foi, mas quem atirou ou quem mandou, sabia muito bem o horário de trabalho do cobrador de ônibus. Sabemos também que esses atentados tem ocorrido em períodos próximos a processos eleitorais bastante acirrados da categoria. Daqui a dez dias terá uma audiência de conciliação, para que a chapa de oposição consiga participar da disputa eleitoral.

Foi durante um processo semelhante a esse que no ano passado Seu Portela foi espancado, também de madrugada, quando saia de casa para o trabalho. O sindicato dos rodoviários é um dos maiores sindicatos do estado e movimenta uma renda enorme. Hoje ele é dirigido pelo PT/CUT, apoiados mais diretamente pelo deputado estadual Magalhães (PT).

Precisamos perceber que é a vida de um trabalhador que está ameaçada. Não podemos ficar calados diante disso. Devemos nos solidarizar para impedir que apaguem mais um lutador da classe trabalhadora.


 Matéria veiculada sobre o caso 

Líder da oposição rodoviária sofre atentado dentro de casa na zona Sul 

http://www.portalaz.com.br/noticia/policia/224519_lider_da_oposicao_rodoviaria_sofre_atentado_dentro_de_casa_na_zona_sul.html

7/22/2011

Jornal do SINTRAM - Julho/2011

Clique na imagem para ler a versão digital do jornal

Rodoviários exigem segurança no Icuí

Eles dizem que PM só age de dia. À noite, bandidos fazem o que querem.


Rodoviários das linhas Icuí-Ver-o-Peso (13 carros) e Icuí-Presidente Vargas (16 carros), da empresa Viação Forte, interromperam a jornada de trabalho entre 11h e 14h de ontem, em protesto contra os violentos e constantes assaltos aos ônibus. Não faltam relatos sobre violência e medo dentre os 90 trabalhadores das duas linhas, que atendem 60 mil passageiros por dia. Há quem já pense em desistir da profissão diante dos perigos. Os locais mais perigosos do bairro, conhecidos como Pascoal (onde há um igarapé, próximo a um box da Polícia Militar) e a granja perto do Icuí-Laranjeiras, foram batizados de Afeganistão e Faixa de Gaza (áreas de conflito no Oriente Médio), respectivamente. Os horários mais críticos são das 13h às 14h30 e das 18h a 1h15. Moradores que usam os ônibus sequer quiseram comentar o assunto.
O diretor financeiro do Sindicato dos Trabalhadores Rodoviários de Ananindeua e Marituba (Sintram), Reginaldo Cordeiro, relata que os assaltos são parte da rotina dos rodoviários da linha. A empresa, como todas as outras, não oferece segurança para os veículos e nem nos finais de linha. Alguns foram assaltados mais de uma vez e já ficam com medo de trabalhar. "Quando conversamos com a PM, sempre ouvimos que não há efetivo suficiente para aumentar as rondas. Na terça-feira, 12, um dos carros levou um tiro e está sem vidro. Nem saiu da garagem. Na sexta-feira passada, três carros foram assaltados no mesmo dia. Na semana anterior, foi um assalto por dia", comentou.
Um motorista, que não quis ser identificado, relatou que no mês passado, às 20h, foi assaltado perto da área do Pascoal (o "Afeganistão"). Era o retorno da segunda viagem quando quatro assaltantes invadiram o ônibus. "Um bateu na porta da frente com a arma na mão. Dois entraram por trás, impedindo que os passageiros descessem. Cercaram o carro. Levaram os R$ 70 que estavam no caixa, pertences meus, do cobrador e dos passageiros, uns 20 que estavam, e ainda agrediram algumas pessoas. Eu já pensei em desistir, polis não foi a primeira vez. A base comunitária da PM só funciona de manhã. À noite fica fechada", disse. Histórias como essa são comuns.

http://www.orm.com.br/oliberal/interna/default.asp?modulo=247&codigo=542768
Fonte: 

Passageiros reclamam de aumento


Em ananindeua
Segundo o Dieese, impacto sobre o salário mínimo será de quase 18%
Começou a valer na madrugada de ontem o aumento da passagem de ônibus para para R$ 2 em Ananindeua. Nos carros, os cartazes indicando dois preços diferentes foram substituídos por outro, com o novo valor. Nas ruas, passageiros não aceitaram a mudança por acharem que a qualidade dos veículos e tamanho da frota não compensam o aumento de R$ 0,15. Por unanimidade, os usuários entrevistados pediram que o aumento seja para melhorar a qualidade do serviço e dos carros. O Sindicato dos Trabalhadores Rodoviários de Ananindeua e Marituba (Sintram) também considera o reajuste injustificável diante da qualidade do transporte público do município. Apesar das reclamações, o Departamento Municipal de Trânsito e Transportes de Ananindeua (Demutran) garante que 40 novos ônibus, zero quilômetro, já estão rodando para compensar o valor. Até agosto, a frota terá um total de 86 novos carros.
O Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos do Estado do Pará (Dieese-PA) aponta um impacto sobre o salário mínimo de 17,61% com o novo valor. Quem pega dois ônibus por dia, de segunda-feira à sexta-feira, vai gastar R$ 96 por mês. O porteiro Isaías Gomes, de 35 anos, disse que o aumento atrapalha e muito para quem ganha pouco, principalmente para quem paga a passagem em espécie, como ele e a esposa. Pegando dois ônibus por dia, de segunda a sábado, o casal desembolsará mais R$ 14,40 ao final do mês. A quantia seria suficiente para comprar um ou dois quilos de carne, legumes, verduras e frutas. Só ontem, enquanto precisou resolver alguns problemas, teve de pegar quatro ônibus. 'Não concordo porque não vale a pena e as coisas não estão fáceis. Quando levo meu filho, tenho de dar um jeito de me apertar e passar com ele na roleta', comentou.
A vendedora Nizete Marques, de 44 anos, soube pelos jornais do aumento, então não se assustou com o novo valor. Porém, ela já tinha créditos no cartão Passe Fácil (vale transporte) então o impacto não foi imediato. Por dia ela pega vários ônibus. 'Meu marido paga no dinheiro e meu filho paga meia passagem. Pelo menos ele está de férias da escola. Mas com certeza vai fazer falta no fim do mês se juntar, assim como vai faltar o do pão de todo dia e do lanche do meu filho. Não concordo com esse reajuste porque os ônibus estão ruins. Tomara que procurem melhorar os ônibus. Não pode só aumentar para o lado das empresas', disse.

http://www.orm.com.br/oliberal/interna/default.asp?modulo=247&codigo=543484
Fonte: 

7/08/2011

A água que o seu Nelson não bebe...

Depois de muita discussão, rodoviários conquistam melhorias no final da linha do Paar Ver o Peso

Essa é a água que a empresa viação Forte mandou pros rodoviários do Paar Ver o Peso depois da pralisação de hoje.  A categoria não aceitou a provocação da empresa e ameaçou seguir parada até que fosse tomada alguma providência. Os representantes da Forte chegaram no final da linha trazendo eletricistas para concertar os problemas na fiação do local, onde quando se ligava o bebedouro a lâmpada se apagava, e trazendo um camburão de água amarelada. Depois de muita discussão, a patronal se comprometeu de até as 19h de hoje resolver o problema da água consertando a bomba.



Uma comissão de rodoviários estará fiscalizando o cumprimento dos prazos, no caso de não ser respeitado, a categoria volta a paralisar amanhã.

O SINTRAM parabeniza os rodoviários da Paar Ver o Peso, pois é só assim, unidos e mobilizados que conseguiremos garantir conquistar e não permitiremos que situações como essa se repitam.

Rodoviários do Paar Ver o Peso paralisam por melhores condições de trabalho

Os trabalhadores rodoviários da linha Paar ver o Peso, da empresa Viação Forte realizam paralisação a partir das 11h dessa sexta-feira, 08/07. A pauta de reivindicação da categoria são melhores condições de trabalho.

De acordo com Reginaldo Cordeiro, do Sindicato dos Rodoviários de Ananindeua e Marituba (SINTRAM), “a situação nos finais de linha é a pior possível. Não tem água nos banheiros, nem água para beber depois que o rodoviários termina sua corrida. Na semana passada paralisamos a Autoviária Paraense pelos mesmos motivos”.

“Isso só demonstra a falta de vontade das empresas em cumprir com a última data-base de nossa categoria. Seguiremos a paralisação até que a empresa se manifeste nos chamando para negociação”, completou o sindicalista.

Mais informações: Márcio Amaral 8708 3849
Reginaldo Cordeiro: 8218 6142

6/30/2011

Rodoviários da linha Almir Gabriel em nova greve

Os 82 rodoviários da empresa Autoviária Paraense que fazem a linha Almir Gabriel/Ver-o-Peso e Almir Gabriel/Presidente Vargas cruzaram os braços ontem, no final da linha no conjunto Almir Gabriel, em Marituba, para exigir melhorias nas condições de trabalho. A paralisação, que durou 12h, deve acontecer todos os dias, até que a empresa resolva atender às reivindicações dos funcionários.
De acordo com o diretor financeiro do Sindicato dos Rodoviários de Ananindeua e Marituba (Sintram), Reginaldo Cordeiro, existe uma pauta de reivindicações que deve ser levada para a empresa. “O final da linha do ônibus é dentro de um bar, pois os rodoviários não têm nem onde descansar. Para beber água ou ter um papel higiênico, os trabalhadores precisam fazer coleta. E isso é um direito deles”. As principais exigências são melhores condições de trabalho e uma jornada de apenas sete horas.
Segundo Reginaldo, a situação vivida pelos rodoviários já foi encaminhada para o Ministério do Trabalho e para a Superintendência Regional do Trabalho, mas até agora nada foi feito.