12/12/2012

Dia 23/12 é dia de confraternizar!


Pelo 6º ano seguido, o SINTRAM convida todos os rodoviários de Ananindeua e Marituba a tradicional festa de confraternização de fim de ano. Além da festa de confraternização, será realizada a final do “Campeonato Sintram”, entre Icuí e Águas Lindas.
A festa vai acontecer no Clube Associação dos Engenheiros Agrônomos (BR 316, entrada do Júlia Seffer) a partir das 9h.
Obs: O convite é estendido a todo e qualquer rodoviário de Ananindeua e Marituba, independente da filiação sindical.

Traga sua família e venha confraternizar com a gente!


12/05/2012

PARALISAÇÃO DAS LINHAS DE ÔNIBUS ÁGUAS LINDAS


       Rodoviários da empresa de transportes Águas Lindas farão hoje (05/12) uma paralisação a partir das 13h. A paralisação é por conta da insegurança que os trabalhadores sofrem no dia a dia, além de questionar a arbitrariedade do gerente de transportes da empresa, Sr. Alexandria.
        Segundo os rodoviários, Alexandria é conhecido por destratar os funcionários, punir aleatoriamente os trabalhadores com suspensões de serviço, além de cobrar determinado número de passagens em cada viagem.
        No mês passado, após sofrer um assalto e ser atingido de raspão por uma bala, o motorista da empresa foi obrigado, mesmo ferido, a retornar imediatamente ao trabalho. Indignados com o tratamento recebido pelo gerente de transportes da empresa, os rodoviários resolveram parar suas atividades naquele mesmo dia.
        Em represália ao protesto dos rodoviários, a empresa Águas Lindas demitiu um dos funcionários que organizou a paralisação.
Por esse motivo, o Sindicato dos Rodoviários de Ananindeua e Marituba (SINTRAM), estará no final da linha da empresa Águas Lindas a partir de 13h para iniciar o protesto da categoria.

        São cerca de 35 ônibus que fazem as seguintes linhas: Águas Lindas / Ver-o-Peso; Águas Lindas / Iguatemi; Águas Lindas / Presidente Vargas.

        O SINTRAM defende que o motorista demitido seja imediatamente reintegrado a empresa.

12/03/2012

Acordos Coletivos Especiais (ACE): Direito não se reduz, se amplia


Está em discussão no Congresso Nacional o Acordo Coletivo Especial (ACE). Este projeto significa na prática a flexibilização das relações de trabalho em nosso país. Trata-se de um projeto de lei, apresentado pelo Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, filiado à CUT, que permite a redução de direitos históricos. O projeto prevê que numa negociação entre patronal e sindicato, a CLT pode ser ignorada, desde que as duas partes cheguem a um “acordo”. Os negociadores podem assinar um contrato e flexibilizar direitos como 13º, férias e outros benefícios. Além disso, é previsto também que as centrais sindicais é que devem negociar ao invés dos sindicatos de base e suas assembleias.
 O principal objetivo do governo é tentar, via centrais sindicais, frear as greves e mobilizações que vem explodindo nos últimos anos em nosso país.
 A Unidos Pra Lutar, com seus sindicatos não medirão esforços para mobilizar os trabalhadores contra esse ataque do sindicalismo pelego e do governo do PT.
 Cabe somente aos trabalhadores decidirem em assembleias democráticas os rumos das negociações estabelecidas em suas campanhas salariais e mobilizações e não as centrais sindicais.
 É preciso impor uma categórica derrota a esse projeto nas ruas e organizando uma grande campanha unitária do sindicalismo classista e combativo de nosso país. As campanhas salariais que virão em 2013 precisam estar aliadas ao combate ao ACE de Dilma e da CUT que favorece os patrões.
 Unidos, podemos lutar e vencer!
 -Abaixo o ACE de Dilma e da CUT!



Publicado no jornal dos Servidores Públicos Federais do Estado do Pará - SINTSEP/PA

5/17/2012

Um ano depois do aumento da passagem: o que mudou?


Hoje completa um ano em que a passagem de ônibus na região metropolitana de Belém foi reajustada de R$ 1,85 para R$ 2,00. O sexto aumento consecutivo no valor da passagem (que é reajustada desde 2005) não trouxe melhoria na qualidade do transporte público. Pelo contrário. Com as obras do BRT sendo tocadas, com uma série de questionamentos técnicos e jurídicos, vivemos o pior momento do trânsito de todos os tempos em nossa cidade.
A população está passando horas num trânsito caótico, em ônibus velhos e cada vez mais lotados. As paradas seguem improvisadas, sem cobertura suficiente, expondo a população ao sol e agora, após a justa campanha salarial dos rodoviários, o Sindicato das Empresas de Transporte de Belém (SETRANSBEL) anuncia a necessidade de mais uma vez reajustar o valor da passagem.
De acordo com o noticiado pela imprensa a SETRANSBEL apresentará à Companhia de Transporte de Belém (CTBEL) nos próximos dias proposta de aumento próximo a 16%, o que pode elevar o preço da passagem para algo entorno de R$ 2,10 ou até R$ 2,20. A justificativa é a mesma de todos os anos. Depois da mobilização dos rodoviários, os empresários alegam que precisam repor suas “perdas” com a data-base. Quanta mentira! O Sindicato dos Rodoviários de Ananindeua e Marituba demonstram que mais uma vez os empresários querem enganar a população. De acordo com dados da entidade, um ônibus arrecada em um mês cerca de R$ 42 mil reais. Desse dinheiro, R$ 3,5 mil vai para o salário do cobrador e do motorista e cerca de R$ 10 mil para a manutenção do veículo. Sobram cerca de R$ 30, 7 mil de lucro em um único veículo. 

Se somarmos as 13 mil viagens diárias que os cerca de 1.676 veículos que circulam na região metropolitana arrecadam, veremos uma quantidade astronômica de lucro que os empresários obtêm com um dos piores serviços de transporte público do país.

O prefeito de Belém, Duciomar Costa, é o grande responsável pela farra que os empresários fazem com o transporte público. Duciomar perdoou em 2010 uma dívida de R$ 84 milhões com a SETRANSBEL, reduziu o ISS das empresas de ônibus e não assinou a lei da gratuidade dos ônibus nos domingos. Agora, com a eleitoreira obra do BRT garante uma nova licitação para as empresas e irá impor novo aumento.

A população não deve aceitar mais um aumento para o bolso dos empresários. Exigimos qualidade do transporte e o congelamento da passagem. É preciso que haja audiências públicas para debater melhorias no transporte, no trânsito e sobre as consequências da implantação do BRT. Pior do que está, pode sim ficar, caso a política de conluio entre a prefeitura e os empresários não seja enfrentada pela população.


5/11/2012

Greve continua: a culpa é dos empresários



                O primeiro dia de greve dos rodoviários de Ananindeua e Marituba foi marcado por diversos piquetes nas portas das garagens de ônibus. Com poucos trabalhadores chegando aos locais de trabalho, apenas 50% dos ônibus circularam, como exigia a liminar.
            Na tarde de ontem aconteceu mais uma tentativa de negociação entre sindicato e empresários. A proposta dos empresários, que ofereceram o mesmo reajuste para os rodoviários de Belém (6%), foi negado pelo sindicato, que em assembléia na noite de ontem, votou por unanimidade a continuidade da greve. A proposta oferecida pelos empresários também não inclui plano de saúde.
            Depois de apresentar a proposta oferecida pelos patrões, Márcio Amaral, presidente do Sintram, deixou em aberto para que a categoria se posicionasse. A proposta foi rechaçada pelas centenas de trabalhadores presente na reunião. Para os rodoviários a proposta de 6% é inviável pois não atende os anseios da categoria. “Queremos negociar, não somos nós os intransigentes, porém, 6% a categoria recusou, queremos 10% de aumento real além dos dias parados”, afirmou Márcio Amaral.
            A assembléia realizada na noite de ontem na frente do sindicato, também contou com a participação do presidente da Associação dos empregados do Banco da Amazônia (AEBA), Sílvio Kanner, além da ex-senadora da República pelo PSOL, Marinor Brito, que declarou apoio à greve. “Essa categoria está de parabéns porque não abaixa a cabeça para os patrões. Sabemos dos problemas do transporte público na região metropolitana de Belém. A greve é justa e legítima”, concluiu Marinor.

            Na manhã de hoje acontece mais uma rodada de negociação entre trabalhadores e empresários, 11h no TRT (Praça Brasil), sob mediação da vice presidente do Tribunal Regional do Trabalho. Após a reunião, rodoviários realizarão nova assembléia que acontece na sede do sindicato às 14h para decidir os rumos do movimento.


Piquete na frente da empresa FORTE

 
 Assembléia na frente do sindicato
 Rodoviário recusando a proposta dos patrões

Sílvio Kanner da AEBA (Associação dos empregados do Banco da Amazônia) apoiando a greve

Marinor Brito (ex-senadora do PSOL) apoiando nossa greve

Categoria votando a continuidade da greve


Fotos: Adriano Abbade

5/09/2012

Ananindeua e Marituba decide hoje se entram em greve


Agora é GREVE! Esse é o sentimento dos rodoviários de Ananindeua e Marituba, que realizaram assembléia hoje, por volta das 9 horas da manhã. Em assembléia que contou com a presença de cerca de 250 rodoviários, o sindicato alertou para a possível greve. “Se a patronal oferecer o mesmo reajuste oferecido para os rodoviários de Belém (5%), nós não vamos aceitar, nós vamos parar”, afirmou Márcio Amaral, presidente do Sintram.
A assembléia também contou com a solidariedade de ourtras categorias como servidores estaduais da educação, servidores federais e estudantes secundaristas.
Após a assembléia, os rodoviários fizeram um protesto saindo da sede do sindicato e percorrendo a avenida Arterial 18, na Cidade Nova. O protesto teve como objetivo alertar a população para o estado de greve em que se encontra a categoria.
Na tarde de hoje o Sintram irá reunir com o sindicato patronal (Setransbel). A reunião acontece às 14h, na sede do Passe Fácil, que fica na Mundurucus com Generalíssimo Deodoro. Após a reunião com a patronal, o Sintram irá realizar nova assembléia às 17h. Caso não haja acordo entre trabalhadores e empresários, os rodoviários iniciarão o movimento grevista.


Rodoviários decidem fazer um protesto após assembléia


Márcio Amaral, presidente do Sintram em assembléia

Sílvia Letícia, servidora estadual da educação e da Unidos Pra Lutar


Rodoviários protestam após assembléia


Protesto percorreu a avenida Arterial 18 em Ananindeua

4/26/2012

Rodoviários param por mais segurança


Rodoviários param por mais segurança (Foto: Reprodução / Diário do Pará)
                                     (Foto: Reprodução / Diário do Pará)




Os motoristas e cobradores de ônibus das linhas Curuçambá/Ver-O-Peso e Curuçambá/Iguatemi, da empresa Vialoc, e Curuçambá/UFPA, da empresa Forte, fizeram uma paralisação, quarta-feira (25) à noite, para protestar contra a falta de segurança no final da linha dos ônibus. No total, 36 veículos foram recolhidos para a garagem das empresas entre 19h e 21h, após chegarem no final da linha, na estada principal do Curuçambá. Depois das 21h, não teve mais ônibus para os moradores do bairro.

O protesto envolveu 72 motoristas e cobradores que trabalham nos ônibus das três linhas. Segundo o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rodoviários de Ananindeua e Marituba (Sintram), Márcio Amaral, a média de assaltos e tentativas de assaltos “é de praticamente um por dia” no final da linha. Ele disse estar recolhendo os Boletins de Ocorrência (BOs) feitos pelos trabalhadores na polícia, para provar às autoridades a realidade que eles enfrentam todos os dias.
Na última tentativa de assalto registrada no local, na noite de segunda-feira, dois bandidos em uma moto atiraram no ônibus, tentando acertar o motorista, que arrancou quando percebeu a ação criminosa.

“Nós queremos chamar a atenção não só da polícia, mas também das empresas que têm que dar condições dignas e de segurança de trabalho”, afirmou o presidente do Sintram. Segundo ele, há ainda o problema da iluminação precária e das vias esburacadas do bairro. Segundo a empregada doméstica Maria Evonete Cardoso, os marginais quebram as lâmpadas dos postes para assaltar as pessoas.

Os rodoviários querem que a Polícia Militar reative o PM Box construído pelos próprios moradores no local - abandonado há cerca de sete anos – e coloque uma viatura de plantão no horário das 19h à meia-noite, quando acontece a maioria dos assaltos. “Infelizmente, a gente tem que tomar essa atitude antipática, mas os próprios passageiros e moradores sabem da falta de segurança”, diz Amaral.

Os moradores da área próxima ao final da linha, apesar de se sentirem prejudicados com a falta de transporte, aprovaram o protesto dos rodoviários. “Por um lado, eles estão certos porque pelo menos estão forçando as autoridades a olharem para cá”, afirmou o montador Carlos Wagner. “A população vai ser prejudicada, mas essa é a única maneira de chamar a atenção. Se não for assim, não se resolve nada”, disse o autônomo Clóvis Moraes Freitas.

O estudante de Geografia da UFPA Joandresson Barra, que mora no Vasquinho, acredita que a situação só vai se resolver se “sentarem juntos a comunidade, os rodoviários, a PM e os representantes do município”. Ele contou que no Vasquinho também há um PM Box construído pela comunidade que nunca foi ocupado, apesar dos ofícios enviados para a Polícia Militar. (Diário do Pará)

Fonte - http://www.diarioonline.com.br/noticia-198549-rodoviarios-param-por-mais-seguranca.html